Paciente Modelo: Regras e cuidados.

Entenda regras essenciais para ter um paciente modelo.

Cada vez mais no ambiente da estética uma prática tem ficado muito comum, que é o uso de paciente modelo.

Seja para a realização de cursos, ou até mesmo para preparar material de divulgação de marketing, muitas clínicas e profissionais estão usando pacientes modelo no seu dia a dia.

No entanto, apesar de ser sim algo que é benéfico para a paciente modelo, pois pode realizar um procedimento a um custo menor, o profissional ou a clínica precisam ter atenção aos riscos que envolvem esse tipo de prática.

Sim, assim como qualquer paciente, ter um paciente modelo também significa que você precisa ter cuidados, e é sobre isso que vamos falar hoje.

Nosso time separou as informações mais relevantes que você precisa saber sobre esse assunto.

Então, se você é um profissional da área ou possui uma clínica que faz uso de pacientes modelos, fique até o final para não perder nenhum detalhe.

Veja abaixo os tópicos de hoje:

  • O que é paciente modelo;
  • Riscos desse tipo de paciente;
  • Como se proteger disso.

Abaixo estão todas as informações mais importantes sobre esse assunto.

O que é paciente modelo

Na prática, paciente modelo é o paciente que realiza algum procedimento para demonstração dos resultados de determinado profissional ou clínica.

Ou seja, o profissional ou a clínica selecionam uma pessoa para fazer um procedimento e poder divulgar os resultados.

Em troca, por servir de modelo, o paciente ou não paga pelo procedimento, ou paga apenas os custos dos materiais.

Para quem deseja fazer algum procedimento e não gastar muito com isso, pode ser uma ótima alternativa.

Assim como também é bom para clínica ou profissional, que por meio daquele atendimento/procedimento, irá realizar demonstrações ao vivo ou durante um curso, bem como preparar um material para divulgação.

Dessa forma, de maneira geral, o paciente modelo é aquele que a clínica ou profissional selecionam para os fins que citamos acima.

Riscos desse tipo de paciente

Muitas profissionais da área da estética pensam que por ser um paciente modelo, pode ser que os riscos sejam menores.

Contudo, isso não é verdade.

O paciente modelo, apesar de estar nessa condição, é um paciente como qualquer outro, ou seja, ele precisa receber o mesmo tratamento e cuidados.

Então, mesmo que não haja o pagamento por parte do paciente pelo procedimento, ele deve ser feito com muita cautela.

Isso porque esse paciente, assim como qualquer um, pode, por exemplo, ter problemas ao realizar o procedimento.

Um exemplo disso que não é tão incomum assim são as reações alérgicas.

Em procedimentos estéticos pode ser que isso aconteça e se você for o responsável pelo paciente, mesmo que seja modelo, será responsável por acompanhá-lo e resolver a situação.

Outra questão é sobre o respeito aos limites e vontades do paciente. Isso quer dizer que não é porque é um paciente modelo que o profissional pode fazer o que quiser com ele.

É preciso entender o que aquele paciente deseja e respeitar as suas solicitações. Traduzindo, o paciente modelo não é cobaia.

Portanto, em resumo, todos os riscos que você corre com qualquer paciente você corre com um paciente modelo, por isso é essencial o cuidado e atenção as condutas que resguardam não somente a segurança do paciente, como também do profissional que irá realizar o procedimento.

Como ter segurança nessa situação

Entenda regras essenciais para ter um paciente modelo.

Mas, afinal, como se proteger disso? Essa resposta é unânime para todos os tipos de paciente, que é fazendo um termo de consentimento e, no caso do paciente modelo, pode haver também um contrato.

Termo de consentimento

O termo de consentimento é fundamental para qualquer procedimento que seja feito, não apenas os estéticos.

Portanto, ao realizar um trabalho com paciente modelo você deve pegar todos os dados importantes sobre a saúde dele, como:

  • Doenças pré-existentes;
  • Alergias;
  • Medicamentos que faz uso;
  • Se já fez algum procedimento antes;
  • Hábitos prejudiciais, como beber ou fumar;
  • Etc.

Ainda, é preciso descrever todos os riscos e cuidados pós-procedimento, para tomar o consentimento daquele paciente ao final do documento.

Esse documento é que garante que o paciente sabia de tudo que seria feito, dos riscos e implicações e também dos cuidados que são de sua responsabilidade.

Caso algo aconteça e você venha a sofrer um processo, por exemplo, essa é uma importante prova de defesa.

Contrato

Por fim, se você contratar um paciente modelo para isso, ou seja, além de não pagar pelo procedimento, a pessoa vai receber para aquilo, é importante ter um contrato assinado.

No contrato o essencial é que tenha a descrição dos detalhes da contratação, como:

  • Qual o procedimento e detalhes dele;
  • Quais os valores pagos;
  • O que o profissional pode ou não fazer;
  • Para qual finalidade será o trabalho da paciente modelo, como no caso de divulgações publicitárias, que deve ter então autorização de uso de imagem;
  • Quais são os deveres da paciente durante o procedimento, até mesmo com informações de horário de chegada e saída.

Portanto, neste contrato vão constar todos os detalhes de como será a execução do procedimento com aquele paciente.

O ideal é que um profissional que entenda do assunto e já tenha experiência na área faça esse documento.

Existem várias cláusulas importantes que podem ser inseridas para uma proteção ainda maior.

Se você quer saber quais são e como ter um contrato ainda mais seguro, entre em contato com o nosso time.

Braide Advocacia

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